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sábado, 7 de outubro de 2017

Desagravo




Embora se exalte a diversidade, de linguagens, de culturas, de opiniões e tudo mais, o mundo é de padrões. E sendo assim, estranha o que foge a esses padrões. Edward mãos de tesoura é um instigante e poético filme de Tim Burton que ilustra bem isso. Quem por acaso nunca assistiu, assista.

O conceito tirânico do belo se conflitua com nossas subjetividades, inclusive quanto ao belo pra cada um de nós. O diferente, o estranho ( que na verdade não é sinônimo de esquisito e sim de desconhecido), não só causa resistências, mas chega na intolerância e na hostilidade,

Existem eufemismos que só confirmam a regra, tais como exótico, excêntrico e quantos ex surjam pra rotular, ou seja, são os pontos fora da curva estética e comportamental. E haja bullying!

Vejam, mesmo a palavra tolerância traz em sua essência a condição não de conviver e acolher, mas de apenas tolerar, ou seja, ser apenas tolerante com o que se discrimina por errado, por feio, por desprezível!


Que um dia todos nós possamos ser livres pra convivermos verdadeiramente sem exclusões, sem castas, donos da verdade, sem guetos, apartheids, sem refugiados, sem terra, sem teto e desumanizados de toda espécie.


                      
                       O que subjaz


logo o que é prisão mais provoca a atração como quem toma um trem pelo arrojo do vagão e não por seu trajeto e destino, conflito entre o primal instinto seleção natural e o novo sapiens que abstrai e em plena era da Ciência a intercorrência dos apelos aos sentidos feromônios nos neurônios sedução do cidadão o irracional o passional o caos ficando banal. Enquamto isso é coroada a Miss do Universo decantada em prosa e verso pela sua perfeição na medida no formato do modelo do padrão, o nerd se perde de amor pela menina que o senso comum acha um horror e o par atura a chacota o sarro a caricatura é dura a vida dos pontos fora da curva. Na superfície do imediato só resta o ipso facto, o que cativa é o subjacente ao aparente a formosura (e sua ditadura) aqui se faz aqui jaz

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