Importante
Todos os textos do blog, em prosa e verso, a não ser quando creditado o autor, são de minha autoria e para serem usados de alguma forma, necessitam de prévia autorização.
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
Felizices
Na raiz
Ser feliz tá na raiz, nos
quadris, o que diz na bula não engula pula esta parte com engenho e arte,
desfranze o cenho e o ferrolho ferrenho, apura o molho arregala o olho esparge
a pimenta tenta e tenta vai tentando, quando menos se espera a coisa acelera
desmodera. O intenso se rasga chora, mas é feliz mesmo sem diretriz, faz do
lenço uma vela enfunada pra de tudo ver nesse oceano imenso. Ser feliz tá nos
quadris, na dança, no ser grande criança e lá num canto do peito soltar o canto
mesmo sem jeito e afinação contanto que brote do coração. Não é alienação mas
brandura mesmo na braveza. Feliz de não ser juiz de valores nem de amores. Feliz
quando o desassossego dá lugar ao gargalhar do desapego
quarta-feira, 2 de agosto de 2017
Não!
Não
Enfia a meritocracia goela abaixo golpe
baixo em quem crê e defende os direitos civis não servis cada etapa um tapa na
cara um cala boca vala comum retórica oca enquadrando um por um quando o abismo
é melhor menos pior que o cinismo e no ostracismo social sem emergências do bem
só do mal o claustro às escuras a ante-sala do caos o silêncio grita pra surdos
que ficam mudos pra cometer absurdos as pilhérias das pilhagens as tragédias
das trucagens tripudiárias abecedárias são tribos várias de chantagistas, de conformistas, de arrivistas,
de privatistas, tudistas, nadistas a prazo e à vista uns califas botando em
rifa a pátria que nos pariu golpe civil, escroques sem fuzil, digamos ENE A O
TIL!
sábado, 29 de julho de 2017
Fibra que fibrila
Integral
com fibra
Entrega é trégua
do espírito armado, um espirro não programado, mergulho no não mapeado, é delivery
por livre e espontânea vontade, tá de coração aberto mesmo no que é incerto e
sem garantia, é não se dar por fatias e sim de forma integral cheia de fibra, cada célula vibra no efusivo acontecer, entrega não é ceder, é pra valer sem
barganha, só se ganha, é sem condições com raras contraindicações, é seguir sem
reservas, adicionar finas ervas na culinária extraordinária das paixões, é surfar
tufões, emocionar razões, dos atos mais transgressores, abrir janelas e portas, extravasar as comportas, entregas de todo matiz a uma causa, artista ou país, de
todas a mais atrevida: ao amor da sua vida
sábado, 22 de julho de 2017
Vórtice
Ávida
Cinema
é cinético dialético motion picture movie se move como a vida que não para quieta
direta dileta seta em arco retesado, marco zero, bolero de Ravel, inferno e céu, canto xamã, talismã, jornada pelo tudo e pelo nada, batucada de coração tambor por
amor, pulsação embrião flor que nasce e viceja na lama, sonho e drama, tear que
urde a trama sempre em movimento, num momento assim no outro assado, vida é dado
que rola, sola gasta pela estrada vasta, viola que soa, susto que atordoa, vida é
boa é ruim, pierrô arlequim colombina, febris esquinas e o teto da Capela Sistina. É penugem ferrugem, é trovoada, choro com soluço e gargalhada, enigma sem solução, vida é arte, é restart, cada um faz sua parte, uma andorinha no solo não faz verão
sexta-feira, 14 de julho de 2017
Poeticamente
Mente.
A mente do poeta mente o que ele crê. A gente lê e dá fé mesmo quando é fundo e
não dá pé. Ele aborda o mundo e pinta e borda e não é cheque sem fundo, é
moleque e profundo e pro fundo nos leva e enleva. A verdade do poeta inquieto esteta
é de olhar lúcido pro real e como tal ele desmonta paradigmas e monta tufões
bufões e diz e rediz feliz ou infeliz de modos sem medos que só a poesia, essa
epifania logra expressar ao espessar o real ou refiná-lo até o talo. Ao mentir
suas verdades, seus alardes, ele lapida brutos diamantes, inventa fortuitos
amantes e ri de si menestrel trovador inferno e céu, ódio e amor, que a vida
tem mais de um viés, muitos ares e rufares de tambor de tenso e manso amor e
mesmo que a cabeça se esqueça ainda restam os pés pra caminhar e mãos do gesto
presto de acarinhar e escrever.
sábado, 8 de julho de 2017
Lei que manda
Estado
grave
Grave
isso, gente: a Lei da Gravidade é uma das leis regentes do Universo. Tanto que
quando converso com algum prodígio o queixo cai. Por que? A gravidade está lá
pra estalar o malar que arria o queixo e nem adianta queixa. O coque da gueixa
se não bem preso desaba e a gueixa acaba.
Pessoas,
canoas, mares, colares, lares, matas, gravatas, tudo e todos se sujeitam à lei,
plebeu ou rei, que sobem quando pulam ou decolam, mas rolam e deitam, pois tudo
o que sobe desce, mesmo os elevadores que saindo da terra térreo precisam
descer pra poder subir de novo.
Foguetes,
Ícaros, balões, desafiam a gravidade, mas isso não permanece e o balão desce, o
avião idem na atração fatal gravitacional orbital sem nem um avo de desagravo. Os
anéis de Saturno, o vaso chinês que se desagrega, tudo se rende e se entrega à
força inteira que esculpe as cachoeiras e faz da Lua nossa eterna companheira.
Assinar:
Postagens (Atom)













