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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Felizices


Na raiz


Ser feliz tá na raiz, nos quadris, o que diz na bula não engula pula esta parte com engenho e arte, desfranze o cenho e o ferrolho ferrenho, apura o molho arregala o olho esparge a pimenta tenta e tenta vai tentando, quando menos se espera a coisa acelera desmodera. O intenso se rasga chora, mas é feliz mesmo sem diretriz, faz do lenço uma vela enfunada pra de tudo ver nesse oceano imenso. Ser feliz tá nos quadris, na dança, no ser grande criança e lá num canto do peito soltar o canto mesmo sem jeito e afinação contanto que brote do coração. Não é alienação mas brandura mesmo na braveza. Feliz de não ser juiz de valores nem de amores. Feliz quando o desassossego dá lugar ao gargalhar do desapego

                                       

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