Importante

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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Não!


Não


Enfia a meritocracia goela abaixo golpe baixo em quem crê e defende os direitos civis não servis cada etapa um tapa na cara um cala boca vala comum retórica oca enquadrando um por um quando o abismo é melhor menos pior que o cinismo e no ostracismo social sem emergências do bem só do mal o claustro às escuras a ante-sala do caos o silêncio grita pra surdos que ficam mudos pra cometer absurdos as pilhérias das pilhagens as tragédias das trucagens tripudiárias abecedárias são tribos várias de  chantagistas, de conformistas, de arrivistas, de privatistas, tudistas, nadistas a prazo e à vista uns califas botando em rifa a pátria que nos pariu golpe civil, escroques sem fuzil, digamos ENE A O TIL!


sábado, 29 de julho de 2017

Fibra que fibrila

 
Integral com fibra



Entrega é trégua do espírito armado, um espirro não programado, mergulho no não mapeado, é delivery por livre e espontânea vontade, tá de coração aberto mesmo no que é incerto e sem garantia, é não se dar por fatias e sim de forma integral cheia de fibra, cada célula vibra no efusivo acontecer, entrega não é ceder, é pra valer sem barganha, só se ganha, é sem condições com raras contraindicações, é seguir sem reservas, adicionar finas ervas na culinária extraordinária das paixões, é surfar tufões, emocionar razões, dos atos mais transgressores, abrir janelas e portas, extravasar as comportas, entregas de todo matiz a uma causa, artista ou país, de todas a mais atrevida: ao amor da sua vida

                                                   


                                                     

sábado, 22 de julho de 2017

Vórtice



Ávida


Cinema é cinético dialético motion picture movie se move como a vida que não para quieta direta dileta seta em arco retesado, marco zero, bolero de Ravel, inferno e céu, canto xamã, talismã, jornada pelo tudo e pelo nada, batucada de coração tambor por amor, pulsação embrião flor que nasce e viceja na lama, sonho e drama, tear que urde a trama sempre em movimento, num momento assim no outro assado, vida é dado que rola, sola gasta pela estrada vasta, viola que soa, susto que atordoa, vida é boa é ruim, pierrô arlequim colombina, febris esquinas e o teto da Capela Sistina. É penugem ferrugem, é trovoada, choro com soluço e gargalhada, enigma sem solução, vida é arte, é restart, cada um faz sua parte, uma andorinha no solo não faz verão

                                 
                     

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Poeticamente


Mente. A mente do poeta mente o que ele crê. A gente lê e dá fé mesmo quando é fundo e não dá pé. Ele aborda o mundo e pinta e borda e não é cheque sem fundo, é moleque e profundo e pro fundo nos leva e enleva. A verdade do poeta inquieto esteta é de olhar lúcido pro real e como tal ele desmonta paradigmas e monta tufões bufões e diz e rediz feliz ou infeliz de modos sem medos que só a poesia, essa epifania logra expressar ao espessar o real ou refiná-lo até o talo. Ao mentir suas verdades, seus alardes, ele lapida brutos diamantes, inventa fortuitos amantes e ri de si menestrel trovador inferno e céu, ódio e amor, que a vida tem mais de um viés, muitos ares e rufares de tambor de tenso e manso amor e mesmo que a cabeça se esqueça ainda restam os pés pra caminhar e mãos do gesto presto de acarinhar e escrever.


sábado, 8 de julho de 2017

Lei que manda


Estado grave

Grave isso, gente: a Lei da Gravidade é uma das leis regentes do Universo. Tanto que quando converso com algum prodígio o queixo cai. Por que? A gravidade está lá pra estalar o malar que arria o queixo e nem adianta queixa. O coque da gueixa se não bem preso desaba e a gueixa acaba.

Pessoas, canoas, mares, colares, lares, matas, gravatas, tudo e todos se sujeitam à lei, plebeu ou rei, que sobem quando pulam ou decolam, mas rolam e deitam, pois tudo o que sobe desce, mesmo os elevadores que saindo da terra térreo precisam descer pra poder subir de novo. 


Foguetes, Ícaros, balões, desafiam a gravidade, mas isso não permanece e o balão desce, o avião idem na atração fatal gravitacional orbital sem nem um avo de desagravo. Os anéis de Saturno, o vaso chinês que se desagrega, tudo se rende e se entrega à força inteira que esculpe as cachoeiras e faz da Lua nossa eterna companheira.

                                      

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Facetas


Os normalistas

Normalidade é fachada, é a fechada no trânsito, é flechada equivocada de Cupido, é o discurso cuspido pra tapar sol com a peneira, é vatapá sem dendê, escolher no unidunitê. Vou te contar um segredo, tenho medo dos normais demais, fico de pé atrás. Somos nós uns psicóticos anedóticos cheios de nós na cabeça, mas sabemos ter disfarces como o do bom vizinho que dissimula e faz cafuné no menininho mas à noite com ar de gula estrangula seu passarinho. Tem louco que parece normal, com cara de vitral angelical, mas tem lúcido genial que tem ideias tidas como loucas, não poucas e passa de estigma a fundador de paradigma. Muito normal é máscara social. O normal.  genuíno, o na intimidade, não o de fachada, mas o de cara lavada, deveria dizer a verdade, não ligar pra idade e apoiar as liberdades, mas este ê o normal ideal idealizado, o dito normal é o normal consagrado ensaiado do sorriso de gesso e que acha que tudo tem seu preço.

No dia a dia chega a ser normal tanto cinismo e hipocrisia. No Carnaval vou sair de fantasia de normal, de terno e bravata. Entre o que é normal pra uns e pra outros, sejamos normais, mas jamais escrotos.

                                                                



sexta-feira, 23 de junho de 2017

Potência X onipotência


Cais de levantar

A vitória é de quem conta monta a História, os laureis, os tonéis, os marcos na memória, as honrarias, homenagens e as pilhagens do heroico egoico vencedor espoliador e ao vencido a humilhação, o esquecimento, a erosão, o banimento, a excomunhão. Vitória da Santa Inquisição, poder paralelo queimando bruxas pé de chinelo e homens das Ciências, quanta onipotência, que renegaram seu saber pra poder viver. O poder nos regula e tem gula. Dúvidas? Dívidas? Vide bula. Sem cota, nos derrota e vira as costas, amordaça, enforca na praça em nome de Deus, temporada de caça aos plebeus.

Pro planeta Terra, sendo de guerra, derrota e vitória são a mesma escória, mas tem também as vitórias redentoras de Ghandi e Mandela, duas grandes almas a vencer a opressão sem armas letais armados só do coração e paz. Quem sabe um dia a utopia se faz real e a vitória seja apenas a glória das ondas quebrando no cais sem quebrar o cais.