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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Parto do parto


Meu filho, Gabriel, nasceu em casa. E era meu aniversário! 
Esse evento, momento memorável pra mim, descrevi inúmeras vezes e em detalhes, pra famíla, amigos, até gente desconhecida em papos casuais de fila de banco.

História que até hoje não me canso de recontar. Prazer sempre renovado de reviver não só na lembrança, mas também verbalizando, emprestando som à forte emoção do acontecimento.

Mas, embora já tivesse cogitado disso, nunca cheguei a “pôr no papel”, verter essa experiência bela e singular em versos. Talvez tenha sido até melhor assim, porque, transcorridos 22 anos, certamente o pai-poeta que vos fala está mais amadurecido de vida e de escrita e, agora,talvez esteja mais, digamos, apto (não, revisor, não é abreviatura indevida de apartamento) a narrar aquela pequena e mágica saga da vinda ao mundo do meu amado rebento.

Mesmo no direito de praticar as chamadas licenças poéticas, asseguro a vocês que imprimi o máximo de realismo à narrativa, ou seja, definitiva e literalmente, tudo que está contido nos versos de fato aconteceu, não são mentiras de pescador (que nem sou) e tampouco exageros delirantes do poeta que sou.


Quem conta um acontecido, revive-o na mente e na emoção. Interessante notar que, ao atualizar o fato  com a feitura do poema, a emoção voltou, intacta e com vigor e, creio, isso passou claramente pros versos. E mesmo o teor quase que documental do poema não lhe roubou o lirismo que o evento, pra  mim tão significativo, pedia.



6 comentários:

  1. Parabéns pelo lindo blog...suas poesias (lí algumas) são de uma sensibilidade que encanta...foi um verdadeiro prazer, te ler! abraços, ania...

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    1. Obrigado por tão empáticas e simpáticas palavras, Ania! O prazer então é recíproco!

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  2. Pôxa! Hoje já acordei emotiva. Lendo essa bela e marcante passagem de sua vida, não teve como segurar. Veio as lágrimas. Não de tristeza mas de emoção mesmo em ver uma relação tão bonita feito a de vocês dois: pai e filho. amigos/irmãos. companheiros de uma vida. Lindo poeta! Não tenho mais nada a expressar. A emoção me impede.

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    1. Tua emoção também emociona, Roseli. Obrigado!

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  3. Fico arrepiada de leer seus sentimentos..obrigada por compartirlos conmigo..

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